Delírios de Ophélia

Os cômodos do coração

Abriu a porta,

Entrou pela sala

Acomodou-se no sofá

Invadiu minha casa

Apoderou-se de minha vida

Sem ser convidada

Foi até a cozinha

Uma taça de vinho

O quarto

A cama

O prazer

O banho quente

A troca de olhares

Os sorrisos sinceros

Os sorrisos nada discretos

Tomou conta de tudo

De cada cômodo

Cada azulejo

Cada espaço na geladeira fria

Aquecido pela alta chama do fogo aceso

Parece-me que se demora

Por favor senhora

Não tenha pressa

De ir embora

Já que alojaste

Que permaneça preenchendo os espaços

Nunca antes ocupados

Desse meu humilde lar

A cópia das chaves

Está em tuas mãos.

 

 

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4 comentários em “Os cômodos do coração

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