Delírios de Ophélia

Braseiro

De um lado

A pedreira

Escura

Fria

Porosa

Mordaz

Soturna

Sombria

Pedra

Rocha

Dura

Gélida

Esfria e escure o quarto

Mas o gelo e o breu

Não prevalecem

Do outro lado,

Junto ao meu corpo

O teu corpo nu

Lindamente desenhado

Tuas curvas bem delineadas

As marcas do Sagrado

Um convite ao Profano

Perco-me em tuas curvas

Enlouquece-me os teus carinhos

Excita-me os teus beijos

Alucina-me o teu perfume

Alimenta-me o teu sexo

O teu corpo em cima do meu

É fogo, é brasa

Incendeia num simples toque

Até a pedra fria

Aquece-se com o calor do teu corpo

Com o calor dos nossos corpos nus

E envergonha-se do  nosso frenesi.

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