Delírios de Ophélia

Sem palavras, sem destino

A cabeça da menina rodopia

No ritmo do pião

O coração acelera

Acalma, para

Um riso compulsivo a invade

As lágrimas não cessam

E tudo continua a girar

Essa confusão toda

Assim sou eu

Sem saber mais o que sinto por você

Não te vejo mais com os olhos de quem

Quase morreu de tanto amor por ti

Não sou mais aquela que quando

Ouvia falar seu nome o ar faltava

E o coração era sufocado por tanto amor

Não sou mais aquela mulher

Que faria qualquer loucura

Para te ver sorrindo

Até você sorrir

E o meu coração sufocar

E o ar faltar

E eu cair no riso

E eu cair no choro

E eu sem saber o que sinto por você.

Tudo isso não se passa de bobagens

Você faz parte do meu passado

Nunca será futuro

Não temos futuro

E “o passado é uma roupa

Que não nos serve mais”

E o futuro não há nós

Desatemos os nós

Desde que você não mais

Sorria para mim

Esse sorriso que é só seu

Sol na minha escuridão

Ilumina a minha vida

E revela-me a mim mesma.

Se quiseres sorrir

Sorria longe de mim

Só assim eu terei paz

Ou encontrarei, definitivamente,

O meu inferno

Sem saber quem tira de ti

Os sorrisos que são meus.

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2 comentários em “Sem palavras, sem destino

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