Delírios de Ophélia

Deixa?

Amor rasgado

Poemas desesperados 

Sangue jorrado

Sentimentos estampados 

Na cara

E em todos os lados 

Desesperei- me ao ver o teu desespero

Teu sofrimento é meu 

Rezei e chorei copiosamente

De repente

Um medo 

Medo de perde-la 

Ainda que não a tenha

Faz parte de mim 

De minha vida

Fui forte na tua frente

Controlei-me 

Cuidei de você

Mas logo que virei as costas

Desabei

Minha preocupação nunca será em vão 

Agora ao ver a foto que você postou no Facebook

Olhos inchados de um choro 

Compulsivo 

Desesperado 

Raivoso

Contrasta com o semblante suave 

Que lhe é característico

Veio tudo novamente 

As trocas de mensagens felizes 

E de repente….

A tristeza, a dor 

Ah…

Se você pudesse imaginar 

A vontade quase doentia

Que eu tenho de cuidar de ti

E proteger-te de toda e qualquer adversidade

De toda essa gente maléfica 

Você vai dizer que eu a sufoco

Que não respeito a sua individualidade

É, ouvir isso dói

Você não faz ideia…

Mas a dor da impotência de não poder proteger-te
Cuidar-te 

É infinitamente superior

Minha vontade insana de te colocar numa bolha

Numa redoma

Ou até mesmo guardar-te num potinho 

E não permitir que ninguém nunca mais lhe faça mal 

Mas você não me permite 

Que coração preguiçoso esse seu

Fica esperando sem nunca insistir
Você parece uma sensação
É bom sentir

Deixa
Às vezes tenho paz
Deixa
Respire devagar
Deixa
Talvez seja melhor
Deixa
Às vezes erro o tom”

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2 comentários em “Deixa?

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