Delírios de Ophélia

Idiota

Toda vez que me recordo

Daquele abraço caloroso

Meus pensamentos transformam-se

Em sensações.

As mesmas sensações que senti

No momento em que vieste

Toda suada em minha direção.

Quando nos abraçamos

Meu corpo todo estremeceu

De delírio, de prazer.

Contive-me para não agarra-la.

Meus impulsos nervosos

Ordenavam que a mantivesse

Assim grudada a  mim.

Mandava que beijasse seus

Lábios,

Que bebesse seu suor

Até a última gota,

Como se fosse o elixir

Do amor.

E é, o elixir do meu

Amor.

Só de lembrar meu coração

Dispara.

O estômago revira.

O ar falta.

O peito aperta.

Fico incrédula com minha

Lentidão.

E ainda não creio

Que a deixei escapar.

Que fui incapaz

De pronunciar uma palavra que seja.

Apenas as mesmas cretinices de sempre.

E quando tive a grande oportunidade,

Acovardei-me como uma idiota.

Sim, sou uma idiota.

Uma idiota que sonha todas as

Noites com sua amada.

Que anseia vê-la novamente.

E que jura para si mesma

Não mais se acovardar.

Mas que sabe também

Que não cumprirá a promessa.

Por isso é IDIOTA

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