Despudores de Ophélia

As mascaradas 

A mão por baixo do seu vestido

Seu gemido contido

Abafado

Pela bandinha

Que tocava marchinhas

E você sequer tirou a máscara

Não vi seu rosto

Não sei seu nome

Mas lembro com total clareza

Do seu cheiro

Do seu toque

Do seu beijo

Do jeito que me puxou para atrás daquele caminhão

Ainda sinto o cheiro do seu gozo na mão

Quero você de novo

Mas como diz Chico,

“é carnaval, amanhã tudo volta ao normal”

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