Delírios de Ophélia

Quando gostei de você

Segundo o dicionário GOSTAR é um sentimento agradável em relação a alguém ou algo. É ter afeto.

Dizem que gostar é sentir frio na barriga, é bem verdadeiro isso, eu mesma senti várias vezes que fui ao seu encontro. Procurava me conter, não tremer na tua frente, não demonstrar o nervosismo que sentia em demasia. Isso se deu desde o dia que te vi com esses olhos inquietos e faiscantes.

Acho que ali mesmo gostei de você, embora não pudesse gostar. Mas gosto é gosto, não se pode evitar. Encantei-me por seu sorriso frouxo, desinibido, livre que é só teu.

Mas o fato de gostar de ti não foi impedimento para que eu me interessasse por outras bocas, desejasse outros corpos e satisfizesse o meu próprio neles.  Não perdi oportunidades por gostar de você.

Por várias vezes enquanto te beijava abria meus olhos para ver se alguém nos observava, ou quem sabe para encontrar outra boca para depois que você se fosse. Também confesso que algumas vezes, de olhos fechados, meu pensamento flutuava em direção a outro alguém.

Eu gostava de dormir com você, mas me levantava antes do horário para não me sentir presa, eu gostava de fazer sexo contigo, mas sexo por sexo qualquer pessoa é capaz de satisfazer. Eu gostava de andar contigo pela rua e te abraçar de surpresa o que te deixava constrangida. Eu gostava da nossa afinidade e de tuas qualidades, mas não perdia de vista os teus inúmeros defeitos e o quanto eles me incomodava.

Gostar é conhecer, descobrir, é arriscar-se.

Foi o primeiro passo para enlouquecer-me.

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