Delírios de Ophélia

Ah, o amor

O amor é desses sentimentos que não sabemos muito como falar, o que falar….

Amor não é para ser falado, teorizado e sim para ser sentindo. Existem várias formas dele se apresentar. Às vezes chega arrebatador e nos joga no chão, nos leva a nocaute. Há também aqueles que vêm de mansinho, sorrateiramente e quando nos damos conta estamos amando.

O amor aparece com caras diferentes, pois não importa o número de vezes que se ama, cada amor é diferente, único. Os amores nunca se repetem, as pessoas sim, mas o amor é grandioso demais para ser igual a nós, reles mortais.

Afinal, ele “é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentar-se de contente”… Ah, Camões  – o sábio do amor. Como dói essa ferida do amor não correspondido, mas ainda é melhor um amor que não te corresponde que a falta de amor.  Esse amor preenche meus dias, ilumina minhas noites, pois quando durmo sonho contigo.  Quando a dor me deixa dormir, quando a agonia de não te ter faz morada, quando fico imaginando onde você está, na cama de quem andas…. Se os beijos são iguais aos que me deu, se sorri tão maravilhosamente como sorria comigo….se …….

Tento afogar esses pensamentos nas lágrimas que escorrem do meu rosto, combato-os com pensamentos felizes…. das vezes que estivemos juntas, na cama ou simplesmente conversando amenidades, nos descobrindo, identificando afinidades… inevitavelmente eu te amei, de forma unilateral, mas é o meu amor e vou cuidar dele até quando meu coração pertencer a você… Não sei por quanto ele será seu, por quanto tempo vou suportar essa dor, se uma semana, um ano ou uma vida inteira… Ele está guardado esperando por você.

Enquanto isso… imagino você aqui comigo na  minha cama acordando ao meu lado todas as manhãs me dando bom dia mesmo com o seu mau humor matinal, adoravelmente lindo. Como és linda quando sorri ou quando chora, quando está triste, nervosa, feliz… é lindo ficar vendo você dormir, um sono lindo…tão profundo…

A nossa casa com gramado e na varanda uma rede… o cachorro correndo atrás das crianças, ah sim, teremos dois filhos – um casal lindo – eles terão os seus olhos, os seus cabelos… não precisa que tenham semelhança física comigo, pois o melhor de mim eles terão, o meu amor incondicional. Assim como você terá, ainda que nunca seja minha…. eu jamais “deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces”. E quando eu morrer, morrei feliz e com a sensação de dever cumprido, pois dei tudo o que tinha e jamais neguei o meu amor a ti, nem o escondi, demonstrei todos os dias da minha vida o quanto eu te amava, não hesitei de escrever num papel e entregar a você, se você o jogou fora eu não sei, mas aquelas palavras ficaram em sua memória: “estou apaixonada por você”, fui leal aos meus sentimentos e a você. Você tem a minha lealdade e o meu respeito, talvez eu “só deixarei de te amar quando o véu da morte cobrir minha face, mesmo assim nascerá em minha sepultura uma rosa em cujas pétalas, de sangue, estará escrito: AMO VOCÊ!

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