Delírios de Ophélia

Ponto Final 

​Tenho andado estranha

Tomada por antagonismos 

Em certos momentos sinto uma euforia pungente, quase palpável.

Logo em seguida sobrepõe a ela um desânimo, um medo, uma agonia absurda.

Meu peito dói.

Mas isso não basta!

Minha alma está tomada por pensamentos nebulosos.

Tornando-me aflita, tensa, angustiada.

Só o pensamento em seus olhos,

Seu olhar penetrante acalenta a minha alma tosca e sofrida.

Busco em meus guardados o seu retrato.

Única maneira de eu sorrir.

Ah! Como és bela.

Parece tirada de uma pintura renascentista. 

Como és humanamente bela. 

Uma ninfa…

Minha Monalisa, quero enrolar-me em seus cabelos negros.

Acariciar seus olhos.

Beijar seus lábios de Iracema.

Mas quando dou-me conta,

Volto para dura realidade de não tê-la.

Isso me dilacera

Me mata aos poucos

Já não vivo

Agonizo.

Não suporto mais essa dor

Se é para ficar sem você

Prefiro o acalento da morte!

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