Despudores de Ophélia

Ela! 

Realizávamos o prazer da carne.

Minha mente está ligada intimamente

Ao desabrochar de nossos corpos. 

No minuto em que nos fundimos

Consigo sempre posição grandiosa

Das minhas visões e o meu orgasmo

Ocupa três dimensões:

Seu corpo,

O meu 

e um domínio que é presente de todos os meus presentes.

Fazer amor torna-se a invenção

Anamorfose do real na nossa

Concepção de erotismo.

Ela tornara-se um elemento de catálise

Fundamental na minha vida.

Transcende minha memória visual e afetiva.

É graças a ela, 

A seu amor curtido e aceito pelo meu eu,

Que posso dar à luz a esse feixe

De idéias dentre as quais sou capaz

De selecionar as mais fortes,

As de melhor qualidade,

Que posso decantar minha riqueza prodigiosa

Para fabricar o diamante do real poético.

Ela me é indispensável, 

Pois graças a ela eu posso fabricar

Meu elixir, meu gozo e a substância

Da minha força que me permite vencer a mim mesmo

E dominar o mundo.

Ela me permitiu subir às delícias

Espirituais de Eros,

Ela derrubou as barreiras dos meus fantasmas infantis

De minhas angústias da morte,

Colocando-se nua diante de mim,

Com suas próprias obsessões.

Ela me curou da minha raiva de autodestruição

Oferecendo-se a si mesma

Como holocausto no altar do meu furor de viver.

Eu não enlouqueci porque ela 

Assumiu minha loucura.

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