Delírios de Ophélia

À Primeira Vista

A primeira vez que a vi

Nasceu uma força,

a mais profunda do meu ser,

tal qual um espasmo.

Brotou em mim

Um grito

Para quebrar a tensão

Que me esquartejava.

Mas morreu na garganta

E todo o meu ser

Transformou-se.

Minha boca se abria

Para urrar.

Minha língua

Contorcia-se.

Tive uma crise

De delírio

Em que se misturavam

O riso e

As lágrimas.

Tentei com as mãos

Comprimir meu peito

Que entrara em erupção.

Quase estourou sob os golpes

Do diafragma que

Deslocava minhas costelas.

Sufocava.

Meu corpo todo em transe,

Contorcia-se.

Cada membro,

cada músculo

vivia uma existência autômata

sob o império

de um frenesi demoníaco.

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